terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Um mundo melhor é o meu desejo para 2010

Mais um ano termina e muito precisa ser feito para que o mundo fique melhor.

Transcrevo os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos:

- Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos;
- Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado;
- Todo ser humano que trabalha tem direito a uma remuneração justa;
- Toda pessoa tem direito à alimentação, vestuário, habitação e cuidados médicos;
- Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal;
- Todo ser humano tem direito ao trabalho e à livre escolha de emprego;
- Toda pessoa tem direito à segurança pessoal;
- Toda pessoa tem direito a tomar parte no governo de seu país;
- Toda pessoa tem direito a uma ordem social em que seus direitos e liberdades possam ser plenamente realizados;
- Todo indivíduo tem o direito de ser reconhecido como pessoa perante a lei;
- Todo ser humano tem direito à instrução.

Há muito para ser feito para que o mundo se torne mais humano e justo.

Mais um ano se inicia e a esperança de melhorias no mundo renova-se... Espero que 2010 seja um ano mais justo e mais humano e que possamos sempre caminhar para melhorar todo este panorama mundial.

Paz entre os seres!

Daniela de Amorim (D.A.L.)

sábado, 19 de dezembro de 2009

Cidadania

O conceito de cidadania está extremamente relacionado à existência de sociedade democrática. Não há como pensar cidadania sem um contexto social que a considere.
Há vários aspectos que devem ser abordados sobre o momento brasileiro. A começar pela questão crescente da violência urbana que impossibilita o ir e vir tranqüilo, tanto nos espaços públicos quanto nos espaços privados. A sensação de insegurança é um dos fatores que exemplificam o descaso no que se refere aos direitos sociais e civis dos indivíduos.
A falta de políticas públicas que priorizem a educação retrata o imenso abismo que há entre governantes e realidade social existente. Este panorama gera um distanciamento substancial no que tange ao conhecimento dos cidadãos dos direitos que possuem. E esta ausência de conhecimento propicia sucessivas injustiças sociais que ficam impunes.
Importa frisar que a Constituição de 1988 consolidou os direitos políticos no país. Porém, muito do que está na redação da referida Constituição não ocorre na prática da vida cotidiana. Cabe ressaltar que a cidadania é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, juntamente com a soberania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. Porém, observa-se que os objetivos fundamentais, elencados no art. 3º da CRFB, estão distantes de serem alcançados na prática. A construção de uma sociedade livre, justa e solidária esbarra na corrupção alastrada caracterizada pelo desvio de verbas públicas para fins ilícitos e enriquecimento privado de muitos. E isso ocorre porque os valores éticos necessários para vida social estão cada vez mais menosprezados e menos cultivados como algo que realmente importe.
Outro objetivo que se encontra deveras distante da realidade é a erradicação da pobreza e da marginalização e redução das desigualdades sociais e regionais. O que há de concreto é um abismo significativo entre as classes sócias. A ênfase em políticas assistencialistas mascara a possibilidade de resolução da questão, uma vez que nada é feito para alterar o quadro de forma eficiente. Não há perspectivas de inclusão social dos que se encontram excluídos, não há perspectivas de melhorias no campo educacional, com acesso à educação de qualidade e que possibilite o cidadão se auto-representar.
O quadro real, no Brasil, desta questão dos direitos civis, sociais e políticos está longe do que seria o ideal. Muito foi concedido, muito já foi conquistado. Porém, falta um longo percurso ainda de conquistas. Enquanto, o sistema vigente for este que prioriza o capital em detrimento do ser humano e do bem estar coletivo, nada se alterará a não ser para piorar o que existe.


Daniela de Amorim (D.A.L.)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Dia da consciência negra

Uma data importante para pensar sobre a discriminação existente...

Sobre o fato de que esta nação foi construída pelos negros, trazidos da África em condições desumanas...

Sobre as comunidades carentes formadas em sua maioria por negros, que vivem em condições mínimas de saneamento básico... largados a própria sorte...

Sobre a discriminação com a cultura africana (religão, música, aparência, forma de expressão e etc)

Como disse o poeta e músico Cazuza: "Um trem
para as estrelas, depois dos navios negreiros, outras correntezas"

E acrescento, correntezas tão injustas e talvez piores, pois são disfarçadas pelo discurso corrente de que não há segregação e nem exclusão... Tolice!

Sonho com o dia em que o mundo será mais humano e menos hipócrita.

Daniela de Amorim.

domingo, 8 de novembro de 2009

natal sem fome

Campanha Natal sem fome - site: ação da cidadania

http://www.acaodacidadania.com.br

Daniela de Amorim D.A.L.

sábado, 24 de outubro de 2009

Importância da arte

A arte é uma forma de expressar o reflexo do mundo na alma que cria. E portanto, é essencial à vida humana.

Daniela de Amorim (D.A.L.)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Para pensar...

Por que tudo o que é público é tratado com desleixo: ensino público, saúde pública, espaço público?


Daniela de Amorim. D.A.L.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Violência Urbana

Vivemos uma época em que muitos conceitos importantes que pautam o bom convívio social foram banalizados.
A quetão da ética, do respeito à diferença, da noção de pertencimento ao todo - tudo isto anda adormecido...
A cada dia que passa, as notícias de violência se proliferam e geram um sentimento cada vez mais comum de banalização da mesma. Até porque algo que acontece com frequência perde o poder de surpreender (tanto para o bem quanto para o mal). E isto, é preocupante.
Mas, o mais preocupante é a forma como o Estado lida com esta violência que cresce desenfreadamente.
Não há política de inclusão e a educação cada vez mais falida como projeto social.
Todo um panorama de segregação entre os que possuem e os que não posuem.
Uma idéia equivocada de associação de pobreza à violência.
Uma postura opressora e repressora do poder público no que tange aos menos assistidos e um crescente desrespeito à populção carente (sempre confundida ou associada ao crime de uma forma geral).
Somado a tudo isto, temos operações de enfrentamento da violência, o que gera mais violência e não resolve nada. Fica uma sensação de impotência e medo... Desamparo do cidadão frente ao quadro de abandono no meio do caos urbano que se desenha todos os dias.
Todos com medo de todos e o Estado inoperante no que tange ao trabalho de prevenção da violência que cresce.
Enquanto a educação for tratada como algo menor, enquanto a desigualdade social for crescente gerando espaços de segregação entre grupos socias, enquanto o Estado operar com repressão em detrimento da prevenção, enquanto a lógica do dinheiro sobrepujar todas as formas de manutenção da dignidade da pessoa humana... não haverá melhoria alguma neste quadro que aí está.

Daniela de Amorim (D.A.L.)