06 de abril de 2010 - uma quantidade de chuva incomensurável abala o Estado do Rio de Janeiro.
Muitos desabrigados, mortes, caos.
Ainda chove forte.
Rezo e peço a Deus por todos que foram afetados pela tempestade.
Daniela de Amorim (D.A.L.)
terça-feira, 6 de abril de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Artigo sobre a importância da sociologia (visão de Bauman)
Interessante o artigo sobre o novo livro de Bauman ("Aprendendo a pensar com a Sociologia"), escrito por José Castello, para o Valor Econômico (fev 2010).
Transcrevo:
" O sociólogo Zygmunt Bauman: "O grande serviço que a sociologia está preparada para oferecer à vida humana é a promoção do entendimento"
A queda do Muro de Berlim, a crise do marxismo e a decadência das utopias tiveram efeitos devastadores sobre o saber sociológico. No mundo líquido, fragmentado e disforme onde vivemos, dominado pelas formas imperfeitas, não parece mais possível pensar no estudo científico das sociedades e na definição das leis que as regem. Para muitos, a sociologia perdeu a importância. Já não pode dar conta de um mundo que se dilui e não mais se submete a leis fixas.
Não é bem o que pensa o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, de 84 anos. Em "Aprendendo a Pensar com a Sociologia" (trad. Alexandre Werneck, Jorge Zahar Editor, 304 págs., R$ 29,90), livro escrito com Tim May, ele defende a ideia de que a sociologia continua potente, porque continua a desafiar os clichês do senso comum. Praticada não mais como dogma, mas como um instrumento de interrogação da vida social, ela nos faz ver que os aspectos mais familiares da vida, aqueles que nos parecem simples e banais, podem ser repensados. Com isso, facilita o fluxo e a troca de experiências e transforma nosso cotidiano. Se a filosofia nos ajuda a morrer, a sociologia nos ajuda a viver.
Em seu novo livro, Bauman reflete sobre o modo como a sociologia pode nos ajudar, objetivamente, em nossa vida pessoal. A maneira como ela estabelece limites, molda perspectivas, enfim, desenha opções e, também, impossibilidades. A seu ver, a sociologia é, antes de tudo, uma prática. "Ao ampliar o horizonte de nosso entendimento, ela é capaz de lançar luz sobre o que de outra maneira poderia passar despercebido no curso dos acontecimentos", escreve.
A sociologia, diz Bauman, parte da constatação de que as condições gerais da sociedade produzem consequências drásticas em nossa vida pessoal. Que elas atingem nosso cotidiano e influem nas coisas mais banais da existência. Isso não quer dizer que não tenhamos escolha ou que não sejamos livres; quer dizer que essas escolhas e essa liberdade estão moldadas pela força das contingências. Saber pesar a relação entre liberdade pessoal e dependência é a chave do viver bem. Ficar só com um dos aspectos - julgar-se absolutamente livre ou irremediavelmente prisioneiro - só bloqueia nosso caminho.
A vida em sociedade nos leva a deparar com pessoas "estranhas", isto é, que não se enquadram em nossos modelos e expectativas, lembra o sociólogo. Com a globalização e a profusão de "estranhos", expandiram-se os mecanismos de segregação social - seguranças, grades, crachás, bilheterias, recepções, etc. Em vez de dominar esses "estranhos" ou de fixá-los em padrões, afirma Bauman, a sociologia nos ajuda a lidar com eles. Desse modo, deixa de ser uma ciência dura, que estabelece e define, para se tornar um saber móvel, que busca uma sincronia com o mundo.
"Isso não significa dizer que a sociologia tenha o monopólio da sabedoria no que diz respeito às experiências", alerta Bauman. "Muito embora sem dúvida as enriqueça nos ajudando a compreender melhor com os outros e por meio dos outros." Ciência, antes de tudo, do outro, a sociologia não pode se congelar no culto ao mesmo e à repetição. Ela é um "pensamento que não refreia", define, e facilita o fluxo e a troca de experiência entre os diferentes.
Ainda assim, no confuso mundo de hoje, inquietos, buscamos "soluções" para nosso desassossego. Para conter as incertezas, preferimos nos fixar em uma imagem qualquer, nem que seja na simples aparência. Baseada nas semelhanças, a aparência pode nos dar a ilusão - porque usamos a mesma marca de automóvel, de perfume ou de tênis - de que pertencemos a determinado grupo. Pode nos fazer crer que sabemos onde estamos e quem somos. Quando, na verdade, continuamos perdidos.
Outros "se salvam" da inquietação adotando uma rotina ou imitando rotinas alheias. Essa proximidade, no entanto, não assegura o sentimento de "responsabilidade moral" - que surge quando um sentimento de responsabilidade brota em nós, voltado para o bem-estar e a felicidade do outro. Ao contrário: o sentimento moral, diz Bauman, frequentemente aparece entre pessoas que não têm a mesma aparência e estão fisicamente muito distantes. Nem as aparências nem as semelhanças garantem a fraternidade.
Uma comunidade não se define pela proximidade física ou pelas semelhanças aparentes, ele insiste. Uma comunidade se define por uma "unidade espiritual". Resume: "A comunidade é mais um postulado que uma realidade". Compartilhar as mesmas inquietações e dividir os mesmos ideais, e não estar lado a lado fisicamente ou se espelhar no outro, isso sim é viver em comunidade. As redes sociais se formam graças às expectativas em comum - e não por causa de alguma condição natural ou de coincidências.
O dever moral, admite Bauman, costuma entrar em colisão com o sentimento de autopreservação. "Um não pode reivindicar ser mais natural que o outro." Há, sempre, uma tensão em jogo e é preciso enfrentá-la, administrá-la - embora nunca se chegue a resolvê-la. O mesmo ocorre nas relações amorosas. Nelas, as realidades dos dois parceiros nunca são idênticas. A própria ideia de intimidade pode ser uma armadilha. As diferenças podem ser tão esmagadoras, ele adverte, que os parceiros farão exigências um ao outro que jamais poderão cumprir. Também no amor, o estar ao lado exige respeito. Amar é trocar diferenças e estilos. É mais uma troca que um encontro.
Não se deve esperar, diz Bauman ainda, que a sociologia "solucione problemas". A vida não é um "problema a resolver". Ele alerta: "Cada nova tentativa de ordenar uma parcela ou uma área específica da atividade humana cria novos problemas". Não se deve querer que a sociologia forneça soluções para os conflitos sociais. A sociologia não nos diz como resolver um problema. Ela se limita a apontar o problema com que devemos lidar. E isso já é muito.
É verdade, isso nos frustra. Na sociedade de mercado, lamenta Bauman, só queremos a perfeição. Consumimos compulsivamente, em busca de um estilo de vida perfeito. Nunca o atingimos, e isso perpetua o consumo, mas não nos aproxima de uma solução. "Somos continuamente encorajados a consumir em nossa busca do inatingível - o estilo de vida perfeito em que a satisfação reine, suprema."
Muitos ainda acreditam que sociologia pode nos apontar o melhor caminho rumo à perfeição. Não pode. Nem é para isso que ela existe, adverte. A sociologia, ao contrário, mostra que a solução inexistente é, na verdade, o que nos impede de aceitar o outro e de avançar. É a busca frenética de uma solução que nos impede de viver. Nesse sentido, toda sociologia é uma sociologia da imperfeição. "O grande serviço que a sociologia está preparada para oferecer à vida humana é a promoção do entendimento", diz. Não existe sociologia sem tolerância."
Transcrevo:
" O sociólogo Zygmunt Bauman: "O grande serviço que a sociologia está preparada para oferecer à vida humana é a promoção do entendimento"
A queda do Muro de Berlim, a crise do marxismo e a decadência das utopias tiveram efeitos devastadores sobre o saber sociológico. No mundo líquido, fragmentado e disforme onde vivemos, dominado pelas formas imperfeitas, não parece mais possível pensar no estudo científico das sociedades e na definição das leis que as regem. Para muitos, a sociologia perdeu a importância. Já não pode dar conta de um mundo que se dilui e não mais se submete a leis fixas.
Não é bem o que pensa o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, de 84 anos. Em "Aprendendo a Pensar com a Sociologia" (trad. Alexandre Werneck, Jorge Zahar Editor, 304 págs., R$ 29,90), livro escrito com Tim May, ele defende a ideia de que a sociologia continua potente, porque continua a desafiar os clichês do senso comum. Praticada não mais como dogma, mas como um instrumento de interrogação da vida social, ela nos faz ver que os aspectos mais familiares da vida, aqueles que nos parecem simples e banais, podem ser repensados. Com isso, facilita o fluxo e a troca de experiências e transforma nosso cotidiano. Se a filosofia nos ajuda a morrer, a sociologia nos ajuda a viver.
Em seu novo livro, Bauman reflete sobre o modo como a sociologia pode nos ajudar, objetivamente, em nossa vida pessoal. A maneira como ela estabelece limites, molda perspectivas, enfim, desenha opções e, também, impossibilidades. A seu ver, a sociologia é, antes de tudo, uma prática. "Ao ampliar o horizonte de nosso entendimento, ela é capaz de lançar luz sobre o que de outra maneira poderia passar despercebido no curso dos acontecimentos", escreve.
A sociologia, diz Bauman, parte da constatação de que as condições gerais da sociedade produzem consequências drásticas em nossa vida pessoal. Que elas atingem nosso cotidiano e influem nas coisas mais banais da existência. Isso não quer dizer que não tenhamos escolha ou que não sejamos livres; quer dizer que essas escolhas e essa liberdade estão moldadas pela força das contingências. Saber pesar a relação entre liberdade pessoal e dependência é a chave do viver bem. Ficar só com um dos aspectos - julgar-se absolutamente livre ou irremediavelmente prisioneiro - só bloqueia nosso caminho.
A vida em sociedade nos leva a deparar com pessoas "estranhas", isto é, que não se enquadram em nossos modelos e expectativas, lembra o sociólogo. Com a globalização e a profusão de "estranhos", expandiram-se os mecanismos de segregação social - seguranças, grades, crachás, bilheterias, recepções, etc. Em vez de dominar esses "estranhos" ou de fixá-los em padrões, afirma Bauman, a sociologia nos ajuda a lidar com eles. Desse modo, deixa de ser uma ciência dura, que estabelece e define, para se tornar um saber móvel, que busca uma sincronia com o mundo.
"Isso não significa dizer que a sociologia tenha o monopólio da sabedoria no que diz respeito às experiências", alerta Bauman. "Muito embora sem dúvida as enriqueça nos ajudando a compreender melhor com os outros e por meio dos outros." Ciência, antes de tudo, do outro, a sociologia não pode se congelar no culto ao mesmo e à repetição. Ela é um "pensamento que não refreia", define, e facilita o fluxo e a troca de experiência entre os diferentes.
Ainda assim, no confuso mundo de hoje, inquietos, buscamos "soluções" para nosso desassossego. Para conter as incertezas, preferimos nos fixar em uma imagem qualquer, nem que seja na simples aparência. Baseada nas semelhanças, a aparência pode nos dar a ilusão - porque usamos a mesma marca de automóvel, de perfume ou de tênis - de que pertencemos a determinado grupo. Pode nos fazer crer que sabemos onde estamos e quem somos. Quando, na verdade, continuamos perdidos.
Outros "se salvam" da inquietação adotando uma rotina ou imitando rotinas alheias. Essa proximidade, no entanto, não assegura o sentimento de "responsabilidade moral" - que surge quando um sentimento de responsabilidade brota em nós, voltado para o bem-estar e a felicidade do outro. Ao contrário: o sentimento moral, diz Bauman, frequentemente aparece entre pessoas que não têm a mesma aparência e estão fisicamente muito distantes. Nem as aparências nem as semelhanças garantem a fraternidade.
Uma comunidade não se define pela proximidade física ou pelas semelhanças aparentes, ele insiste. Uma comunidade se define por uma "unidade espiritual". Resume: "A comunidade é mais um postulado que uma realidade". Compartilhar as mesmas inquietações e dividir os mesmos ideais, e não estar lado a lado fisicamente ou se espelhar no outro, isso sim é viver em comunidade. As redes sociais se formam graças às expectativas em comum - e não por causa de alguma condição natural ou de coincidências.
O dever moral, admite Bauman, costuma entrar em colisão com o sentimento de autopreservação. "Um não pode reivindicar ser mais natural que o outro." Há, sempre, uma tensão em jogo e é preciso enfrentá-la, administrá-la - embora nunca se chegue a resolvê-la. O mesmo ocorre nas relações amorosas. Nelas, as realidades dos dois parceiros nunca são idênticas. A própria ideia de intimidade pode ser uma armadilha. As diferenças podem ser tão esmagadoras, ele adverte, que os parceiros farão exigências um ao outro que jamais poderão cumprir. Também no amor, o estar ao lado exige respeito. Amar é trocar diferenças e estilos. É mais uma troca que um encontro.
Não se deve esperar, diz Bauman ainda, que a sociologia "solucione problemas". A vida não é um "problema a resolver". Ele alerta: "Cada nova tentativa de ordenar uma parcela ou uma área específica da atividade humana cria novos problemas". Não se deve querer que a sociologia forneça soluções para os conflitos sociais. A sociologia não nos diz como resolver um problema. Ela se limita a apontar o problema com que devemos lidar. E isso já é muito.
É verdade, isso nos frustra. Na sociedade de mercado, lamenta Bauman, só queremos a perfeição. Consumimos compulsivamente, em busca de um estilo de vida perfeito. Nunca o atingimos, e isso perpetua o consumo, mas não nos aproxima de uma solução. "Somos continuamente encorajados a consumir em nossa busca do inatingível - o estilo de vida perfeito em que a satisfação reine, suprema."
Muitos ainda acreditam que sociologia pode nos apontar o melhor caminho rumo à perfeição. Não pode. Nem é para isso que ela existe, adverte. A sociologia, ao contrário, mostra que a solução inexistente é, na verdade, o que nos impede de aceitar o outro e de avançar. É a busca frenética de uma solução que nos impede de viver. Nesse sentido, toda sociologia é uma sociologia da imperfeição. "O grande serviço que a sociologia está preparada para oferecer à vida humana é a promoção do entendimento", diz. Não existe sociologia sem tolerância."
sábado, 13 de fevereiro de 2010
inadequação
Enquanto "ter" for mais importante que "ser" rezo pela humanidade;
Enquanto adquirir bens for mais importante que dar as mãos lacrimejo a realidade.
Discordo veementemente do rumo insensato, cruel e frio que grande parte do mundo percorre
A vida é muito maior que qualquer tipo de competição que se faça dela
Daniela Amorim (D.A.L.)
Enquanto adquirir bens for mais importante que dar as mãos lacrimejo a realidade.
Discordo veementemente do rumo insensato, cruel e frio que grande parte do mundo percorre
A vida é muito maior que qualquer tipo de competição que se faça dela
Daniela Amorim (D.A.L.)
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Ao povo do Haiti
Pai Nosso que estás no céu
santificado seja o Vosso nome
venha a nós o Vosso reino
seja feita a Vossa vontade
assim na Terra como no céu
o pão nosso de cada dia
nos dai hoje
perdoai as nossas ofensas
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
não nos deixeis cair em tentação
livrai- nos de todo mal
AMÉM!
Daniela de Amorim (D.A.L.)
santificado seja o Vosso nome
venha a nós o Vosso reino
seja feita a Vossa vontade
assim na Terra como no céu
o pão nosso de cada dia
nos dai hoje
perdoai as nossas ofensas
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
não nos deixeis cair em tentação
livrai- nos de todo mal
AMÉM!
Daniela de Amorim (D.A.L.)
domingo, 10 de janeiro de 2010
A importância do ensino musical
Penso que deveria ser incluído na educação - ensino fundamental e ensino médio - o ensino de música como obrigatório. Porque o ser humano precisa trabalhar a parte lúdica, a sensibilidade, a criação.
A inserção de filosofia e sociologia no ensino médio trabalha o exercício do pensar de forma independente. E a música auxiliaria na maneira de demonstrar a percepção do mundo e trabalharia a sensibilidade que é algo tão importante e esquecido nos dias atuais.
Daniela de Amorim (D.A.L.)
A inserção de filosofia e sociologia no ensino médio trabalha o exercício do pensar de forma independente. E a música auxiliaria na maneira de demonstrar a percepção do mundo e trabalharia a sensibilidade que é algo tão importante e esquecido nos dias atuais.
Daniela de Amorim (D.A.L.)
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Um mundo melhor é o meu desejo para 2010
Mais um ano termina e muito precisa ser feito para que o mundo fique melhor.
Transcrevo os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos:
- Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos;
- Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado;
- Todo ser humano que trabalha tem direito a uma remuneração justa;
- Toda pessoa tem direito à alimentação, vestuário, habitação e cuidados médicos;
- Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal;
- Todo ser humano tem direito ao trabalho e à livre escolha de emprego;
- Toda pessoa tem direito à segurança pessoal;
- Toda pessoa tem direito a tomar parte no governo de seu país;
- Toda pessoa tem direito a uma ordem social em que seus direitos e liberdades possam ser plenamente realizados;
- Todo indivíduo tem o direito de ser reconhecido como pessoa perante a lei;
- Todo ser humano tem direito à instrução.
Há muito para ser feito para que o mundo se torne mais humano e justo.
Mais um ano se inicia e a esperança de melhorias no mundo renova-se... Espero que 2010 seja um ano mais justo e mais humano e que possamos sempre caminhar para melhorar todo este panorama mundial.
Paz entre os seres!
Daniela de Amorim (D.A.L.)
Transcrevo os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos:
- Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos;
- Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado;
- Todo ser humano que trabalha tem direito a uma remuneração justa;
- Toda pessoa tem direito à alimentação, vestuário, habitação e cuidados médicos;
- Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal;
- Todo ser humano tem direito ao trabalho e à livre escolha de emprego;
- Toda pessoa tem direito à segurança pessoal;
- Toda pessoa tem direito a tomar parte no governo de seu país;
- Toda pessoa tem direito a uma ordem social em que seus direitos e liberdades possam ser plenamente realizados;
- Todo indivíduo tem o direito de ser reconhecido como pessoa perante a lei;
- Todo ser humano tem direito à instrução.
Há muito para ser feito para que o mundo se torne mais humano e justo.
Mais um ano se inicia e a esperança de melhorias no mundo renova-se... Espero que 2010 seja um ano mais justo e mais humano e que possamos sempre caminhar para melhorar todo este panorama mundial.
Paz entre os seres!
Daniela de Amorim (D.A.L.)
sábado, 19 de dezembro de 2009
Cidadania
O conceito de cidadania está extremamente relacionado à existência de sociedade democrática. Não há como pensar cidadania sem um contexto social que a considere.
Há vários aspectos que devem ser abordados sobre o momento brasileiro. A começar pela questão crescente da violência urbana que impossibilita o ir e vir tranqüilo, tanto nos espaços públicos quanto nos espaços privados. A sensação de insegurança é um dos fatores que exemplificam o descaso no que se refere aos direitos sociais e civis dos indivíduos.
A falta de políticas públicas que priorizem a educação retrata o imenso abismo que há entre governantes e realidade social existente. Este panorama gera um distanciamento substancial no que tange ao conhecimento dos cidadãos dos direitos que possuem. E esta ausência de conhecimento propicia sucessivas injustiças sociais que ficam impunes.
Importa frisar que a Constituição de 1988 consolidou os direitos políticos no país. Porém, muito do que está na redação da referida Constituição não ocorre na prática da vida cotidiana. Cabe ressaltar que a cidadania é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, juntamente com a soberania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. Porém, observa-se que os objetivos fundamentais, elencados no art. 3º da CRFB, estão distantes de serem alcançados na prática. A construção de uma sociedade livre, justa e solidária esbarra na corrupção alastrada caracterizada pelo desvio de verbas públicas para fins ilícitos e enriquecimento privado de muitos. E isso ocorre porque os valores éticos necessários para vida social estão cada vez mais menosprezados e menos cultivados como algo que realmente importe.
Outro objetivo que se encontra deveras distante da realidade é a erradicação da pobreza e da marginalização e redução das desigualdades sociais e regionais. O que há de concreto é um abismo significativo entre as classes sócias. A ênfase em políticas assistencialistas mascara a possibilidade de resolução da questão, uma vez que nada é feito para alterar o quadro de forma eficiente. Não há perspectivas de inclusão social dos que se encontram excluídos, não há perspectivas de melhorias no campo educacional, com acesso à educação de qualidade e que possibilite o cidadão se auto-representar.
O quadro real, no Brasil, desta questão dos direitos civis, sociais e políticos está longe do que seria o ideal. Muito foi concedido, muito já foi conquistado. Porém, falta um longo percurso ainda de conquistas. Enquanto, o sistema vigente for este que prioriza o capital em detrimento do ser humano e do bem estar coletivo, nada se alterará a não ser para piorar o que existe.
Daniela de Amorim (D.A.L.)
Há vários aspectos que devem ser abordados sobre o momento brasileiro. A começar pela questão crescente da violência urbana que impossibilita o ir e vir tranqüilo, tanto nos espaços públicos quanto nos espaços privados. A sensação de insegurança é um dos fatores que exemplificam o descaso no que se refere aos direitos sociais e civis dos indivíduos.
A falta de políticas públicas que priorizem a educação retrata o imenso abismo que há entre governantes e realidade social existente. Este panorama gera um distanciamento substancial no que tange ao conhecimento dos cidadãos dos direitos que possuem. E esta ausência de conhecimento propicia sucessivas injustiças sociais que ficam impunes.
Importa frisar que a Constituição de 1988 consolidou os direitos políticos no país. Porém, muito do que está na redação da referida Constituição não ocorre na prática da vida cotidiana. Cabe ressaltar que a cidadania é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, juntamente com a soberania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. Porém, observa-se que os objetivos fundamentais, elencados no art. 3º da CRFB, estão distantes de serem alcançados na prática. A construção de uma sociedade livre, justa e solidária esbarra na corrupção alastrada caracterizada pelo desvio de verbas públicas para fins ilícitos e enriquecimento privado de muitos. E isso ocorre porque os valores éticos necessários para vida social estão cada vez mais menosprezados e menos cultivados como algo que realmente importe.
Outro objetivo que se encontra deveras distante da realidade é a erradicação da pobreza e da marginalização e redução das desigualdades sociais e regionais. O que há de concreto é um abismo significativo entre as classes sócias. A ênfase em políticas assistencialistas mascara a possibilidade de resolução da questão, uma vez que nada é feito para alterar o quadro de forma eficiente. Não há perspectivas de inclusão social dos que se encontram excluídos, não há perspectivas de melhorias no campo educacional, com acesso à educação de qualidade e que possibilite o cidadão se auto-representar.
O quadro real, no Brasil, desta questão dos direitos civis, sociais e políticos está longe do que seria o ideal. Muito foi concedido, muito já foi conquistado. Porém, falta um longo percurso ainda de conquistas. Enquanto, o sistema vigente for este que prioriza o capital em detrimento do ser humano e do bem estar coletivo, nada se alterará a não ser para piorar o que existe.
Daniela de Amorim (D.A.L.)
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